Operação em quatro estados mira quadrilha suspeita de invadir sistema de banco após hackear celular de funcionário no RS

Operação em quatro estados mira quadrilha suspeita de invadir sistema de banco após hackear celular de funcionário no RS

Operação em quatro estados mira quadrilha suspeita de invadir banco após fraude telefônica A Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu, nesta quarta-feira (4), operação contra um grupo suspeito de invadir sistemas bancários por meio de fraudes telefônicas no estado. Até a última atualização desta reportagem, cinco pessoas haviam sido presas. Batizada de Operação Chave Mestra, a ação cumpre 28 ordens judiciais em Goiás, Paraná, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp De acordo com a investigação, os suspeitos invadiram a conta corporativa de um funcionário de um banco de desenvolvimento com atuação no estado.

Segundo a polícia, os criminosos assumiram o controle da linha telefônica da vítima para acessar e-mails e arquivos internos. Entenda abaixo como funcionava o golpe. A Justiça expediu mandados de prisão preventiva contra seis investigados e dez mandados de busca e apreensão. Também foram determinados bloqueios de contas bancárias e de criptoativos vinculados a pessoas físicas e jurídicas investigadas. Linha telefônica foi transferida para outro chip A investigação começou depois que um funcionário do banco relatou que a linha de celular dele havia deixado de funcionar repentinamente, em dezembro de 2025.

Na mesma manhã, o número foi transferido remotamente para um chip instalado em um aparelho controlado pelos criminosos. Com o domínio da linha, o grupo passou a receber códigos de verificação enviados por SMS e conseguiu redefinir a senha da conta corporativa do funcionário. Segundo a Polícia Civil, o invasor acessou e baixou arquivos internos, incluindo documentos sobre a infraestrutura de tecnologia e segurança da instituição.

Por meio de um aplicativo corporativo de mensagens, o invasor também entrou em contato com oito funcionários da área de tecnologia e solicitou privilégios de acesso aos sistemas bancários centrais. Os pedidos foram negados. A credencial permaneceu sob controle do invasor por cerca de 48 horas, mas, conforme a polícia, nenhuma movimentação financeira chegou a ser realizada nesse período. Funcionário de operadora é investigado A Polícia Civil afirma que a troca do chip foi realizada por um funcionário de uma operadora, que faria parte do esquema.

Segundo a investigação, ele e um familiar receberam cerca de R$ 44,7 mil em transferências via Pix, por meio de uma pessoa jurídica, entre dezembro de

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