As condições climáticas favoráveis registradas desde o início de 2026 têm beneficiado o desenvolvimento das lavouras de café no Brasil e reforçado a expectativa de uma safra recorde para a temporada 2026/27.
Após um período de altas temperaturas e escassez de chuvas em dezembro, o cenário mudou a partir de janeiro, com volumes pluviométricos elevados em grande parte das regiões produtoras monitoradas pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea-Esalq), da Universidade de São Paulo.
Segundo pesquisadores, as chuvas registradas na primeira quinzena de março foram fundamentais para o enchimento dos grãos de café arábica e para o desenvolvimento final do café robusta.
A expectativa é que a produção nacional volte a superar o patamar de 60 milhões de sacas, algo que não ocorre desde a safra 2020/21. Caso se confirme, o volume representará um novo recorde histórico.
Em regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea, como Campinas, o acumulado de chuvas em janeiro chegou a 339 milímetros, valor acima da média histórica para o período.
Apesar do cenário positivo, especialistas alertam que o excesso ou a irregularidade das chuvas pode provocar problemas pontuais, como o surgimento de doenças em algumas áreas, especialmente em regiões do Espírito Santo.
No mercado, as vendas do setor cafeeiro voltaram a aquecer na primeira quinzena de janeiro de 2026, após um período de negociações mais lentas. As cotações do café robusta e do arábica fecharam em torno de R$ 1,2 mil e R$ 2,2 mil por saca, respectivamente, patamares considerados satisfatórios pelos produtores.



