Giovanna Silva, namorada de Fernando Sastre (ao centro quando foi ouvida antes do júri), e perito Alfredo Júnior, que integrou defesa técnica do empresário no julgamento, serão investigados pela polícia por determinação do MP. Reprodução O Ministério Público (MP) de São Paulo determinou na quarta-feira (4) a abertura de dois inquéritos policiais para investigar a namorada de Fernando Sastre de Andrade Filho e o assistente técnico que atuou na semana passada pela defesa do empresário no julgamento do caso do Porsche azul que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana em 2024.
Os promotores apontam indícios de falso testemunho por parte de Giovanna Pinheiro Silva e de falsidade ideológica envolvendo Alfredo Vieira das Neves Júnior. As determinações foram encaminhadas ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), unidade da Polícia Civil responsável pelas investigações criminais na capital paulista, pelos promotores Rodolfo Justino Morais e Lucas de Mello Schaefer. Como a determinação partiu do MP, caberá a polícia abrir os inquéritos e cumprir o que foi solicitado pela Promotoria.
O g1 não conseguiu localizar as defesas de Giovanna Silva e Alfredo Júnior para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem. Investigados estiveram no júri Como foi o julgamento do empresário Fernando Sastre, condenado a 17 anos de prisão Os representantes do MP atuaram no julgamento do caso realizado entre os dias 29 e 30 de outubro. O júri condenou Fernando Sastre, motorista do Porsche, a mais de 17 anos de prisão por homicídio qualificado com dolo eventual pela morte de Ornaldo e por lesão corporal gravíssima contra Marcus Vinicius Machado Rocha _então amigo do empresário e que estava no banco do carona do carro de luxo.
Os jurados também reconheceram a qualificadora do perigo comum, por entenderem que a conduta atribuída ao empresário colocou outras pessoas em risco. O caso teve origem no acidente ocorrido na madrugada de 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, na Zona Leste de São Paulo. Segundo a perícia, o Porsche dirigido por Fernando trafegava a 136 km/h em uma via com limite de 50 km/h quando bateu na traseira do Renault Sandero conduzido por Ornaldo.
O motorista de aplicativo morreu no local, e Marcus sofreu ferimentos graves. Câmeras de monitoramento gravaram a batida (veja no vídeo abaixo). MP quer pena maior Vídeo most
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