O avanço dos carros elétricos no mercado brasileiro trouxe uma nova preocupação para quem pretende comprar um veículo. Quanto ele valerá na hora da revenda? De acordo com dados do IBV Auto, índice do banco BV que acompanha a evolução dos preços dos automóveis leves usados no país, os modelos elétricos usados acumulam desvalorização de 47,24%, quase o dobro da perda registrada pelos automóveis a combustão em apenas três anos.
Enquanto isso, os carros populares mais antigos continuam valorizando, mesmo em um mercado que já dá sinais de desaceleração.Conforme o levantamento, entre os veículos do ano 2023, os elétricos acumularam perda de 47,24% até outubro de 2026, enquanto os híbridos registraram desvalorização de 29,12% e os modelos a combustão, de 23,34% no mesmo período. A diferença revela que a tecnologia de propulsão passou a ser um fator relevante na formação dos preços de revenda.
Para o consumidor, isso significa que o custo de ter um automóvel não depende apenas do valor pago na concessionária, do consumo de combustível ou das despesas de manutenção, mas também de quanto poderá recuperar ao vendê-lo.Fatores como a evolução tecnológica, a concorrência entre fabricantes, os preços dos modelos novos e as condições do mercado de revenda podem estar influenciando esse comportamento.Leia também: Preços altos da gasolina impulsionam vendas de híbridos da Toyota e ações disparamPreços dos usados desaceleramNo mercado de usados como um todo, os preços continuam subindo, mas em ritmo mais lento.
Em outubro, o IBV Auto registrou valorização média de 0,15%, metade da alta de 0,30% observada em setembro. No acumulado de janeiro a outubro, os preços avançaram 4,02%, abaixo dos 4,42% registrados no mesmo período de 2025.Em 12 meses, a valorização chegou a 4,91%, também inferior aos 5,12% observados em setembro. O movimento indica uma desaceleração gradual dos reajustes, mas não uma queda generalizada dos preços, de acordo com IBV.
Na média, os automóveis usados continuam mais caros do que há um ano.Para Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV, o comportamento reflete a combinação de fatores econômicos e mudanças na concorrência do setor. O ritmo mais moderado da atividade e a concorrência com os veículos novos ajudam a conter os reajustes no mercado de usados, segundo o especialista. “Mas esse movimento não é uniforme: os modelos populares mais antigos ainda
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