Brasil fortalece genética equina e envia éguas aos Estados Unidos mirando os Jogos Olímpicos de 2028

O Brasil segue avançando no cenário internacional do hipismo com a exportação de animais de alta performance. Duas éguas criadas no Haras Rosa Mystica, em São Paulo, foram enviadas aos Estados Unidos com foco nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

O embarque ocorreu pelo Aeroporto de Viracopos, em Campinas, com destino a Miami. Ao chegarem ao país, os animais passam por um período obrigatório de quarentena de uma semana para a realização de novos exames sanitários exigidos pelas autoridades norte-americanas.

Segundo o criador Nilson Leite, a exportação envolve uma série de protocolos rigorosos, desde a documentação fiscal e sanitária até o transporte terrestre e aéreo. Os animais são transportados em caminhões higienizados até o aeroporto e viajam em contêineres adaptados, acompanhados por um médico-veterinário durante todo o voo.

Um dos principais desafios sanitários é a prevenção de doenças como a piroplasmose, comum no Brasil e restrita em países como os Estados Unidos. Para atender às exigências internacionais, haras exportadores têm investido em certificações e controle sanitário rigoroso.

Além dos cuidados logísticos, o destaque está na evolução genética do cavalo brasileiro de hipismo. Apesar de ser uma raça relativamente jovem, o país tem investido fortemente em tecnologias como inseminação artificial, transferência de embriões, fertilização in vitro e até clonagem de animais de alto desempenho.

Com a importação de genética ao longo do desenvolvimento da raça, o Brasil passou a competir em igualdade com centros tradicionais do hipismo mundial, especialmente os europeus. Esse avanço já se reflete em resultados expressivos em competições internacionais, incluindo conquistas em grandes prêmios e participações em Jogos Pan-Americanos e Olimpíadas.