Ameaças e crise da água: membro do CV desafiou delegado em mensagem antes de ser preso no Ceará

Ameaças e crise da água: membro do CV desafiou delegado em mensagem antes de ser preso no Ceará

Membro do CV enviou mensagem desafiando delegado antes de ser preso no Ceará. Um criminoso suspeito de integrar o Comando Vermelho foi preso em Banabuiú, no interior do Ceará, nesta quinta-feira (5). Antes de ser capturado, ele chegou a enviar mensagens ao delegado William Lopes, que comanda a investigação dos crimes de extorsão a comerciantes do município. O comércio da cidade ficou por dias sem vender água mineral por ameaça da facção, que exigia uma "taxa" pela venda do produto.

A retomada da comercialização de garrafões ocorreu nesta quarta-feira (4), com o reforço policial na cidade. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp O delegado revelou as mensagens enviadas pelo criminoso, fazendo referência à facção. O homem, que não teve a identidade divulgada, é um dos seis presos capturados na megaoperação desta quinta-feira. LEIA TAMBÉM: Chega a 10 o número de integrantes do CV presos após ameaças levarem à suspensão da venda de água mineral no Ceará Suspensão de venda de água mineral por ameaça de facção já afeta bairros de Fortaleza e cidades do interior Conforme o delegado William Lopes, o criminoso enviou as mensagens após a primeira operação, que prendeu três suspeitos no dia 22 de outubro. “Aí facilitou a minha vida, porque além dele já estar sendo investigado, ele mesmo se auto-incriminou.

Facilitou a nossa investigação com ele como membro da facção também”, disse o degelado. O homem preso já era alvo da Polícia no âmbito da investigação em Banabuiú por ser membro da mesma facção criminosa. O delegado, no entanto, não detalhou exatamente a participação dele nas extorsões no município. “Algumas pessoas têm uma ligação direta, outras são ligadas por serem parte da facção criminosa. Então, mesmo que não tenha diretamente uma ligação com a extorsão, mas, pelo fato de ser um membro da facção, é um potencial suspeito”, explicou William Lopes. “Não precisa ir presencialmente extorquir o comerciante Se é a facção que está fazendo essa prática, todos os membros estão envolvidos.

Há membros que faziam o mapeamento da cidade, pessoas que ficavam olhando a viatura passando [para informar os outros criminosos]. Algumas dessas foram presas hoje [quinta]”, complementou o delegado. William reforçou ainda que, apesar do transtorno causado pelas ameaças, nenhum comerciante fez pagamento à facção criminosa. “A questão foi mais o terror psicológico mesmo que eles

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